O Ministério da Saúde abriu, em 6 de outubro de 2026, as inscrições para a Mostra Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente. Realizada em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), a iniciativa foi criada para reunir experiências e pesquisas relacionadas à organização dos serviços, à gestão, à formação profissional e à inovação na saúde bucal do Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os temas previstos está a aplicação de tecnologias digitais, da teleodontologia e de ferramentas de tecnologia da informação no cuidado odontológico. A proposta coloca em evidência soluções desenvolvidas no cotidiano da rede pública, com foco na troca de conhecimentos entre profissionais, gestores e estudantes de diferentes regiões brasileiras.
De acordo com a notícia publicada pelo Ministério da Saúde, puderam participar profissionais de saúde bucal, gestores e estudantes de graduação e pós-graduação vinculados a serviços do SUS. Os interessados foram convidados a apresentar relatos de experiências ou pesquisas alinhadas aos eixos definidos para a mostra.
Tecnologia está entre os eixos da mostra
A presença das tecnologias digitais entre os assuntos oficiais amplia o debate sobre como recursos tecnológicos podem apoiar a organização dos serviços odontológicos públicos. O eixo inclui a teleodontologia e outras ferramentas de tecnologia da informação aplicadas ao cuidado, à gestão e à qualificação das práticas em saúde bucal.
O enfoque da iniciativa é institucional e coletivo. Em vez de tratar de condutas individuais, a mostra pretende dar visibilidade a experiências construídas nos serviços do SUS e ao conhecimento produzido por equipes, gestores e instituições de ensino. Dessa forma, os trabalhos selecionados podem contribuir para a circulação de soluções e aprendizados entre municípios, estados e unidades da rede pública.
Além da dimensão tecnológica, a programação contempla temas como organização dos serviços, qualificação profissional e gestão. A combinação desses eixos relaciona a inovação à realidade do atendimento público, considerando também os processos de trabalho e a formação das equipes responsáveis pela saúde bucal no sistema.
Apresentações serão distribuídas por cinco regiões
Após a seleção, os trabalhos deverão ser apresentados em encontros regionais programados para ocorrer entre 11 de novembro e 9 de dezembro de 2026. As atividades estão previstas para Rio de Janeiro, Florianópolis, Belém, Campo Grande e Natal, ampliando a participação de representantes de diferentes áreas do país.
A distribuição regional permite que experiências desenvolvidas em contextos distintos sejam conhecidas por outras equipes. Municípios e serviços de saúde bucal enfrentam realidades variadas em relação à estrutura, à formação profissional e ao uso de ferramentas digitais. A circulação dos relatos pode aproximar essas experiências e fortalecer o intercâmbio entre trabalhadores, gestores e estudantes.
O calendário também reforça o caráter nacional da iniciativa. Ao reunir encontros no Sudeste, Sul, Norte, Centro-Oeste e Nordeste, a Mostra Brasil Sorridente cria uma agenda descentralizada de apresentação das práticas relacionadas à saúde bucal no SUS.
Inscrições foram abertas em outubro
As inscrições foram divulgadas em 6 de outubro e a notícia oficial recebeu atualização em 8 de outubro. O prazo informado para o envio dos trabalhos terminou em 18 de outubro de 2026. A programação seguinte prevê a divulgação e a apresentação das experiências selecionadas nos encontros regionais.
Segundo a página de notícias de outubro do Ministério da Saúde, a mostra integra a agenda da pasta voltada à saúde pública no período. A iniciativa se conecta às políticas de fortalecimento da saúde bucal no SUS ao valorizar a produção de conhecimento, a qualificação dos profissionais e a inovação aplicada aos serviços.
Para a odontologia, a programação representa um espaço de reconhecimento de práticas desenvolvidas na rede pública e de aproximação entre assistência, gestão e formação. A discussão sobre tecnologia digital, quando vinculada às necessidades dos serviços e às políticas do SUS, também permite analisar como a inovação pode ser incorporada de maneira organizada à saúde bucal brasileira.

