A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba lançou uma linha de cuidado destinada a pessoas com disfunção temporomandibular (DTM) e dores orofaciais. A iniciativa organiza o percurso do paciente dentro da rede pública, desde a avaliação inicial em uma Unidade de Saúde até o encaminhamento para serviços especializados ou hospitalares, nos casos em que esse suporte for necessário.
A medida foi divulgada pela Prefeitura de Curitiba em 25 de setembro de 2026. O fluxo contempla situações relacionadas a dores na região do rosto e da boca, dificuldade para movimentar a mandíbula e alterações associadas à mastigação. Com a definição das portas de entrada e dos encaminhamentos, a administração municipal pretende integrar diferentes níveis de atendimento.
Como funciona a entrada na rede municipal
O primeiro atendimento ocorre na Unidade de Saúde. Nesse momento, o cirurgião-dentista realiza a avaliação do quadro, orienta o usuário e pode iniciar medidas voltadas ao alívio da dor e à melhora da movimentação mandibular. A unidade também passa a desempenhar um papel central na identificação das necessidades de cada pessoa e na definição do próximo ponto de cuidado.
A proposta não concentra todos os atendimentos em um único serviço. A avaliação inicial permite organizar o acesso de acordo com a situação apresentada, mantendo na unidade de origem os casos que podem ser acompanhados nesse nível e direcionando os demais para serviços especializados. Quando houver necessidade de atendimento hospitalar, o fluxo prevê também essa possibilidade dentro da rede municipal.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, a linha de cuidado foi estruturada para problemas que podem afetar a região da mandíbula, a movimentação da boca e a mastigação. A DTM reúne alterações relacionadas à articulação temporomandibular e aos músculos envolvidos nos movimentos mandibulares, enquanto a dor orofacial abrange manifestações dolorosas na face e na boca. Na rede pública, a avaliação profissional é o ponto de partida para compreender cada caso.
Integração entre atenção primária e serviços especializados
Um dos objetivos do novo fluxo é reduzir a fragmentação da assistência. Em vez de tratar a avaliação, o atendimento especializado e o suporte hospitalar como etapas isoladas, a linha de cuidado estabelece uma sequência entre esses pontos da rede. A Unidade de Saúde funciona como porta de entrada e referência inicial, enquanto os serviços especializados e os hospitais são acionados conforme a necessidade identificada.
Essa organização também delimita a atuação do cirurgião-dentista no primeiro contato com o usuário. Além de examinar a condição apresentada, o profissional orienta sobre o percurso assistencial e pode adotar medidas iniciais para controlar a dor e favorecer a movimentação da mandíbula. O encaminhamento, quando indicado, passa a fazer parte de um processo articulado com os demais serviços municipais.
Para os usuários, a principal mudança está na existência de um fluxo específico para queixas que podem envolver dor facial, dor na boca, limitação dos movimentos mandibulares e dificuldades relacionadas à mastigação. Para a equipe odontológica, a iniciativa organiza a identificação dos casos e a comunicação com os pontos de atenção responsáveis pela continuidade do cuidado.
Impacto para a assistência odontológica
A criação da linha de cuidado amplia a visibilidade de condições que nem sempre são atendidas em um percurso definido dentro da rede pública. Ao estabelecer a Unidade de Saúde como local de avaliação inicial, Curitiba reúne o atendimento odontológico de entrada e a possibilidade de encaminhamento para estruturas com maior nível de especialização.
A medida também reforça a importância da coordenação do cuidado em saúde bucal. A dor orofacial e os problemas relacionados à articulação ou à movimentação da mandíbula podem exigir avaliação em diferentes pontos da assistência. Por isso, a organização apresentada pela Secretaria Municipal da Saúde conecta a atuação do cirurgião-dentista na atenção inicial ao suporte oferecido por serviços especializados e hospitais.
O lançamento da linha de cuidado representa, assim, uma mudança na forma de encaminhar pessoas com DTM e dores orofaciais na rede municipal de Curitiba. A partir da Unidade de Saúde, o atendimento passa a seguir um percurso organizado, com avaliação odontológica inicial, orientação ao usuário e direcionamento para outros serviços quando a situação exigir.

