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Tiago Schietti analisa quais são os principais desafios de gestão pública e os caminhos possíveis para modernização dos cemitérios municipais

Diego Rodríguez VelázquezPor Diego Rodríguez Velázquezmaio 25, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
Tiago Schietti
Tiago Schietti

A gestão de cemitérios municipais representa um dos capítulos mais negligenciados da administração pública brasileira. Segundo Tiago Schietti, esses espaços acumulam décadas de problemas estruturais que vão muito além da simples falta de vagas. Infraestrutura deteriorada, ausência de sistemas digitais, carência de pessoal qualificado e pressão crescente da demanda urbana formam um conjunto de desafios que exige atenção urgente. Ao longo deste artigo, você vai entender quais são os principais entraves que comprometem esses equipamentos públicos e quais caminhos concretos apontam para a modernização desse setor. Continue lendo e descubra como transformar essa realidade é possível e necessário.

Quais são os principais problemas estruturais dos cemitérios municipais?

A maioria dos cemitérios públicos brasileiros foi criada há décadas, em contextos urbanos completamente diferentes dos atuais. Com o crescimento das cidades, esses espaços passaram a conviver com a saturação de vagas, construções deterioradas e ausência de planejamento de longo prazo. O resultado é uma infraestrutura que não atende mais às necessidades da população e que coloca em risco tanto a dignidade dos serviços prestados quanto a saúde ambiental das comunidades vizinhas.

Adicionalmente, a falta de registros confiáveis sobre sepultamentos antigos compromete a gestão eficiente das áreas disponíveis. Conforme destaca Tiago Schietti, muitos municípios sequer possuem um mapeamento atualizado de seus cemitérios, o que impede a tomada de decisões baseadas em dados reais. Essa lacuna informacional transforma o que deveria ser uma gestão técnica em um processo improvisado, sujeito a falhas graves e à perda de vagas que poderiam ser reaproveitadas com segurança.

Como a ausência de tecnologia agrava a crise na gestão funerária pública?

A digitalização dos serviços públicos avançou em diversas áreas, mas os cemitérios municipais permanecem, em grande parte, presos a registros manuais e processos burocráticos ultrapassados. Essa realidade dificulta o controle de concessões, a localização de sepulturas e o atendimento às famílias em momentos de vulnerabilidade emocional. A tecnologia, quando ausente, não é apenas uma questão de eficiência operacional: ela representa uma falha direta no serviço prestado ao cidadão.

De acordo com Tiago Schietti, a implantação de sistemas de gestão integrados, que incluam georreferenciamento de túmulos, controle digital de concessões e atendimento eletrônico, é uma das medidas mais impactantes para transformar a realidade desses equipamentos. Municípios que já adotaram ferramentas desse tipo relatam redução de conflitos por sepulturas, maior transparência nos processos e ganhos expressivos de produtividade. A tecnologia, portanto, não é um luxo nesse contexto: é uma exigência de boa governança.

Tiago Schietti
Tiago Schietti

Quais caminhos de modernização são viáveis para os cemitérios municipais em crise?

A modernização dos cemitérios municipais não depende exclusivamente de grandes investimentos financeiros. Em muitos casos, a reorganização dos processos internos, a capacitação das equipes e a adoção de legislação atualizada já produzem mudanças significativas. Parcerias público-privadas também surgem como alternativas viáveis para municipalidades com recursos limitados, desde que estruturadas com critérios claros de regulação e fiscalização que preservem o caráter público do serviço.

Tiago Schietti reforça que a criação de planos diretores funerários é um instrumento fundamental nesse processo. Assim como o planejamento urbano orienta o crescimento das cidades, um plano específico para a gestão funerária permite antecipar demandas, definir padrões de qualidade e garantir que os serviços atendam à população por décadas. Iniciativas como a verticalização de sepultamentos, o uso de ossuários coletivos e a implementação de cemitérios-parque são exemplos práticos que já demonstram resultados positivos em diferentes regiões do país.

Gestão pública eficiente: um compromisso com a dignidade coletiva

Os cemitérios municipais em crise não são apenas um problema administrativo. Eles revelam uma lacuna profunda na forma como o poder público cuida dos serviços essenciais ligados ao ciclo da vida. Modernizar esses espaços é, antes de tudo, um compromisso com a dignidade das famílias que dependem deles e com o respeito à memória coletiva de cada comunidade.

Como bem aponta Tiago Schietti, o caminho para a transformação passa necessariamente pela combinação de vontade política, investimento técnico e participação da sociedade. Municípios que encaram essa pauta com seriedade colhem não apenas melhorias operacionais, mas também recuperam a confiança da população nos serviços públicos. A crise nos cemitérios municipais tem solução, e ela começa com o reconhecimento honesto do problema e o comprometimento com ações concretas e sustentáveis.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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