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Saúde

Ministério da Saúde detalha papel da odontologia nos cuidados paliativos do SUS

Redação Revista DentistasPor Redação Revista Dentistasnovembro 4, 2026Nenhum comentário4 Mins Read
Dois profissionais de saúde discutem dados de um paciente em um tablet em uma clínica odontológica.

O Ministério da Saúde publicou, em 14 de maio de 2026, orientações para organizar a participação da odontologia na rede de cuidados paliativos do Sistema Único de Saúde (SUS). A Nota Técnica nº 55/2026-CGSB/DESF/SAPS/MS descreve o papel dos profissionais de saúde bucal em diferentes pontos da assistência e reforça a integração do cirurgião-dentista às equipes multiprofissionais.

O documento aborda o atendimento de pessoas com doenças graves, avançadas ou progressivas e considera situações que podem afetar diretamente o conforto e a qualidade de vida, como dor orofacial, infecções, lesões de mucosa e complicações bucais relacionadas à doença de base ou aos tratamentos realizados. A orientação é voltada à organização dos serviços públicos, sem estabelecer condutas individualizadas para pacientes.

Atuação prevista em diferentes níveis do SUS

Segundo a página de notas técnicas e informativas do Ministério da Saúde, a publicação apresenta orientações sobre o papel dos profissionais de saúde bucal nos cuidados paliativos. A proposta distribui responsabilidades conforme o ponto da rede em que o atendimento é realizado, considerando a necessidade de articulação entre os serviços.

Na Atenção Primária à Saúde, a equipe de saúde bucal participa da avaliação e do acompanhamento das condições da boca, além de identificar situações que demandem atenção odontológica. O trabalho também pode ocorrer no domicílio, especialmente quando a pessoa em cuidados paliativos necessita de acompanhamento articulado com outros profissionais e tem dificuldade de deslocamento até uma unidade de saúde.

Nos serviços especializados, a nota inclui os Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) entre os espaços que podem integrar essa assistência. A atuação deve considerar a complexidade do quadro apresentado e os fluxos definidos pela rede local, com encaminhamento entre os serviços para favorecer o acesso oportuno ao cuidado odontológico.

Integração com equipes multiprofissionais

O texto do Ministério da Saúde também contempla a atenção hospitalar. Nesse contexto, os cirurgiões-dentistas podem integrar o cuidado oferecido no ambiente hospitalar, em conjunto com profissionais de diferentes áreas. A participação da saúde bucal é relacionada à avaliação de alterações na boca, ao manejo de situações que provoquem dor ou desconforto e à comunicação das necessidades identificadas à equipe responsável.

Outra atribuição destacada é a orientação a cuidadores. A medida reconhece que parte da assistência ocorre com apoio de familiares ou de pessoas responsáveis pelo cuidado diário, tanto no domicílio quanto em outros ambientes da rede. A atuação profissional, conforme a nota, deve estar conectada ao plano de cuidado e às condições clínicas e sociais da pessoa atendida.

A Nota Técnica disponibilizada pelo Ministério da Saúde detalha a participação da equipe de saúde bucal na Atenção Primária, na atenção domiciliar, nos serviços especializados, nos CEOs e nas unidades hospitalares. O documento também reforça a importância de fluxos de referência e contrarreferência entre os pontos de atenção.

Organização dos encaminhamentos

A orientação coloca a articulação da rede como um dos elementos centrais para garantir que pessoas em cuidados paliativos tenham acesso à atenção odontológica no momento adequado. Para isso, os serviços precisam reconhecer as demandas de saúde bucal, definir os encaminhamentos necessários e manter comunicação entre as equipes envolvidas no acompanhamento.

Entre as condições consideradas estão infecções, dor orofacial, lesões de mucosa e outros problemas que podem causar desconforto ou interferir na assistência. A inclusão dessas situações na organização do cuidado amplia a visibilidade das necessidades odontológicas dentro de uma linha de atenção tradicionalmente associada a diferentes áreas da saúde.

Para cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares em saúde bucal, gestores e estudantes, a nota funciona como referência para compreender a inserção da odontologia na rede de cuidados paliativos do SUS. O documento também oferece parâmetros para o diálogo com equipes da Atenção Primária, da atenção domiciliar, dos serviços especializados e dos hospitais.

Ao formalizar essa participação em diferentes cenários assistenciais, o Ministério da Saúde posiciona a saúde bucal como parte do cuidado multiprofissional destinado a pessoas em condições graves, avançadas ou progressivas. A orientação concentra-se na organização da rede, na identificação das necessidades odontológicas e na continuidade do acompanhamento entre os serviços públicos.

Redação Revista Dentistas
Redação Revista Dentistas

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