De acordo com o empresário Alex Nabuco dos Santos, a democratização do acesso à moradia no Brasil passa, invariavelmente, pela estruturação de mecanismos financeiros que permitam diluir o custo do imóvel ao longo de décadas. O financiamento de longo prazo é a ferramenta mais poderosa para promover a inclusão imobiliária de famílias que, de outra forma, jamais sairiam do aluguel. Continue a leitura e veja que a estabilidade das regras de crédito e a manutenção de taxas competitivas são condições essenciais para que o planejamento das famílias seja traduzido na conquista do patrimônio próprio.
O conceito de inclusão imobiliária através do crédito
Inclusão imobiliária significa criar condições para que diferentes estratos sociais tenham acesso a uma habitação de qualidade em áreas urbanizadas. O financiamento de longo prazo atua como um nivelador de oportunidades, permitindo que a renda mensal do trabalhador seja compatível com a aquisição de um bem de alto valor.
Sob o ponto de vista do especialista Alex Nabuco dos Santos, a evolução dos sistemas de amortização foi fundamental para reduzir o peso das parcelas iniciais. A possibilidade de estender os contratos por até 35 anos reduziu a barreira de entrada, tornando o sonho da casa própria uma meta palpável. Ademais, a utilização do FGTS como entrada ou para amortização do saldo devedor é uma política que reforça esse caráter inclusivo do sistema financeiro nacional.
A importância da estabilidade nas taxas de juros
Para que o financiamento de longo prazo seja sustentável, o cenário macroeconômico precisa oferecer previsibilidade. Oscilações bruscas na taxa Selic impactam diretamente o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos, podendo afastar potenciais compradores do mercado.
Assim como aponta o empresário Alex Nabuco dos Santos, a manutenção de juros baixos para o crédito imobiliário é um investimento no desenvolvimento social do país. O empresário indica que, quando o mercado financeiro oferece segurança jurídica e taxas atrativas, o volume de novos financiamentos cresce exponencialmente, alimentando toda a cadeia produtiva da construção civil. Portanto, a saúde do setor habitacional está intrinsecamente ligada à solidez das políticas monetárias de longo prazo.

Desafios públicos do financiamento autônomo
Um dos grandes obstáculos para a inclusão imobiliária plena é a comprovação de renda para trabalhadores informais e autônomos. Tradicionalmente, o sistema bancário exige documentação rígida que nem sempre condiz com a realidade da nova economia brasileira.
Conforme destaca Alex Nabuco dos Santos, o setor precisa avançar na adoção de modelos de análise de crédito mais flexíveis e tecnológicos, como o Open Finance. O especialista sugere que o histórico de pagamentos de contas básicas (luz, água e telefone) deveria ser mais valorizado pelas instituições financeiras para atestar a capacidade de pagamento do mutuário. Dessa forma, o financiamento de longo prazo deixaria de ser exclusivo para quem possui carteira assinada, abrangendo uma fatia muito maior da população.
Perspectivas para o futuro do crédito imobiliário
O futuro da inclusão imobiliária no Brasil reside na diversificação das fontes de financiamento. A captação de recursos via mercado de capitais, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), pode complementar os recursos da caderneta de poupança, garantindo que nunca falte liquidez para novos empréstimos.
Segundo o empresário Alex Nabuco dos Santos, a modernização do registro de imóveis e a digitalização dos processos de hipoteca trarão mais agilidade e menores custos operacionais para os bancos, o que tende a se refletir em melhores condições para o consumidor final. Em suma, o financiamento de longo prazo continuará sendo a espinha dorsal da política habitacional, transformando o déficit habitacional brasileiro em um cenário de prosperidade e estabilidade para milhões de cidadãos.
Autor: Usman Inarkaevich

