Em 2026, uma identidade visual precisa aparecer em muito mais lugares do que um cartão de visita, uma fachada ou um anúncio impresso, assevera Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print e especialista em assuntos gráficos. Redes sociais, sites, aplicativos, vídeos, embalagens e telas de diferentes tamanhos exigem adaptações constantes. Com essa disposição, Dalmi Defanti Cuiabá acompanha um setor em que essa multiplicidade de formatos também interfere na maneira de pensar projetos gráficos.
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O que mudou na identidade visual das marcas?
Durante muito tempo, uma identidade visual podia ser estruturada em torno de um logotipo principal, uma paleta de cores definida e algumas regras de aplicação. Esse modelo continua existindo, mas precisa responder a uma realidade mais fragmentada. A mesma marca pode aparecer em uma pequena foto de perfil, em uma tela de celular, em uma embalagem ou em uma peça de grande formato. Cada um desses espaços apresenta dimensões, condições de visualização e necessidades de leitura diferentes.
Essa variedade cria uma questão prática: uma composição que funciona perfeitamente em um espaço amplo pode perder legibilidade quando reduzida. Da mesma forma, um elemento desenvolvido para uma tela estática pode precisar de outra solução quando utilizado em vídeo ou em uma experiência interativa. Testar a identidade em diferentes tamanhos e suportes ajuda a identificar quais elementos precisam ser simplificados ou reorganizados.
Em razão disso, a flexibilidade não se resume a criar várias versões do logotipo. A proposta atual envolve construir um sistema visual no qual tipografia, cores, símbolos, imagens e composição possam ser combinados de diferentes maneiras sem comprometer a identidade da marca. Conforme entende Dalmi Defanti, a existência de critérios claros permite adaptar a comunicação a diferentes contextos sem transformar cada nova aplicação em uma criação completamente diferente.
Por que uma marca precisa de mais de uma forma?
Um logotipo muito detalhado pode funcionar em uma embalagem ou material institucional, mas torna-se pouco compreensível quando aparece em tamanho reduzido. Em ambientes digitais, essa diferença fica ainda mais evidente. Ícones, avatares e outros espaços pequenos exigem versões simplificadas capazes de preservar o reconhecimento. A redução de elementos desnecessários também pode melhorar a leitura e evitar que a marca perca definição em telas menores.

O mesmo princípio pode ser aplicado às cores e aos elementos gráficos. Em vez de estabelecer uma única composição para todas as situações, o projeto pode definir limites para que determinadas características sejam adaptadas. Assim, existe liberdade de aplicação sem transformar cada nova peça em uma criação visual completamente diferente. De acordo com Dalmi Defanti, essa estrutura permite que a identidade acompanhe diferentes formatos sem comprometer a unidade visual construída para a marca.
Flexibilidade significa abandonar a identidade original?
Não. O objetivo de uma identidade flexível é justamente preservar aquilo que permite reconhecer uma marca mesmo quando sua aparência muda. Se cada aplicação utiliza cores, tipografias e formas sem relação entre si, a flexibilidade se transforma em falta de consistência. A adaptação só funciona quando o público ainda consegue identificar os elementos que conectam as diferentes manifestações da marca.
Como conclui Dalmi Defanti, um sistema bem estruturado estabelece elementos que permanecem estáveis e outros que podem variar. O símbolo pode ganhar uma versão reduzida, uma composição pode mudar de proporção e determinadas cores podem aparecer em contextos diferentes, mas ainda existe uma lógica visual comum. Esses limites ajudam a diferenciar uma adaptação planejada de uma alteração que descaracteriza a identidade.
Essa organização também facilita o trabalho cotidiano. Em vez de decidir do zero como a marca deverá aparecer em cada peça, designers e equipes de comunicação contam com referências previamente definidas. A identidade deixa de ser apenas um arquivo e passa a funcionar como um conjunto de regras para diferentes situações. Isso torna mais previsível a aplicação da marca em materiais digitais, impressos e outros pontos de contato com o público.

